Muitos certamente já ouviram histórias de pessoas que ganharam muito dinheiro com opções e também de pessoas que perderam tudo, até mais do que podiam.
Para aqueles que não sabem o que são opções, darei uma explicação breve mas esclarecedora. A pessoa que adquire uma opção, compra um direito a fazer uma compra ou venda de uma determinada ação, pelo preço determinado pela opção. Quem compra uma opção de compra de uma certa ação, tem o direito de comprar aquela ação pelo valor de face da opção de compra, no período de validade da opção.
Até aí, tudo parece bem simples. E onde está o risco das opções, você pode estar se perguntando. Aquele que compra uma opção de compra, corre o risco de perder tudo que foi gasto ao ser comprada as opções, caso o valor da ação não suba acima do valor de face da opção. Por exemplo:
- O investidor compra 100 opções de VALE5 com valor de face igual a R$28,00.
- Ele paga por cada opção R$1,00. Portanto ele gastou R$100,00
- Para ele ter algum lucro, portanto, as ações precisam subir acima de R$29,00. Caso isso aconteça, ele pode comprar as ações a R$28,00 e vender logo depois a R$29,00, recuperando os R$100,00 investidos.
- Se o preço da ação ficar abaixo de R$28,00 , não faz sentido o detentor da opção realizar seu direito, já que a ação no mercado está mais barata do que o direito que ele comprou. Portanto ele perde todos os R$100,00 investidos.
No mercado existem os especuladores e os investidores. Os especuladores arriscam dinheiro a fim de obter um lucro muito grande num curto espaço de tempo. Já os investidores costumam ter uma estratégia de mais longo prazo, e normalmente se baseiam em dados reais da economia e da empresa.
As opções não são apenas para os especuladores. Abaixo irei explicar uma operação simples que tem um risco baixo e que visa dar ao investidor uma maior previsibilidade dos seus ganhos.
Vendendo opções de compra coberto:
Vamos imaginar que você tem R$3000,00 disponíveis para investir. Um lote de VALE5 está custando algo em torno de R$2800,00. Então você fica indeciso, já que nos últimos meses as ações vem patinando num certo patamar. Será que essa é a hora de aplicar?
As opções podem dar a você uma maior garantia de rendimento caso as ações continuem patinando. Imagine que você compre as 100 ações da Vale e gaste os R$2800,00. Logo após a compra, você tem a possibilidade de vender opções de compra com valor de face de R$28,00. Digamos que essas opções estejam valendo cerca de R$2,50 e vençam em 2 meses. Ao vender as 100 opções de compra, você receberá R$250,00. Isso dá um retorno de R$250,00/R$2800,00 que é aproximadamente igual a 8,9%. Ao fazer isso, você especificou o valor máximo de ganhos que você pode ter com essa ação nesses dois meses. Ao mesmo tempo, você aumentou a faixa de queda das ações que comprou. Como já recebeu de volta R$250,00, agora você pode ver as ações caírem até R$25,50, e mesmo assim saber que não está perdendo dinheiro, o que equivaleria a uma queda de 9%.
Num mercado que anda de lado, a venda de opções de compra podem ser uma forma interessantes de remunerar o dinheiro investido. As opções de compra tem códigos como VALE5C28, VALE5C30 etc, sendo que a letra indica o mês de vencimento e o número do final indica o valor de face da opção.
Lembre-se de nunca operar a descoberto nesse tipo de operação, ou seja, nunca venda as opções sem ter as ações em carteira. São elas que darão a segurança a você caso a cotação das ações ultrapasse o valor de face das opções que você vendeu.
Investimentos para leigos
Dicas sobre os diversos tipos de investimento existentes no Brasil.
Desmistificando a Previdência Privada
Previdência privada é algo hoje de grande importância para a manutenção do poder aquisitivo ao se atingir a aposentadoria. A renda provida pela seguridade social (estamos falando aqui do INSS) não é mais capaz de fornecer ao seu segurado uma renda que lhe dê meios de ter uma fim de vida digno. Paga-se caro e recebe-se pouco.
A previdência privada foi criada exatamente com o intuito de fornecer a possibilidade para as pessoas complementarem a renda fornecida pela seguridade social, permitindo assim um fim de vida mais digno e prazeroso. Entretanto, existem algumas dúvidas entre as pessoas sobre essa forma de acúmulo de recursos. Abaixo estão algumas perguntas comuns que tem relação com esse tema:
1) Não é mais vantajoso investir em fundos de renda fixa ao invés de entrar num plano de previdência privada, quando o investimento é de longo prazo?
Essa é uma pergunta bem comum. A resposta, na grande maioria das vezes, é não. Isso se deve por dois fatores principais. Primeiramente, existe um benefício fiscal associado diretamente com os planos de previdência privada. A cobrança de imposto de renda é feita apenas na retirada dos recursos. Isso faz com que o dinheiro aplicado possa render por mais tempo, aumentando a riqueza gerada. Num fundo de renda fixa, a cobrança de imposto de renda é feita a cada 6 meses, o que vai prejudicando a rentabilidade de longo prazo para esse tipo de aplicação. O segundo fator, que se aplica apenas para os planos do tipo PGBL, é a possibilidade de dedução de até 12% da sua renda anual para se investir num plano de previdência privada. Ou seja, se você ganhou R$50.000,00 em um ano, você obteria o maior benefício aplicando R$6.000,00 em previdência privada nesse ano. Caso fizesse isso, seu imposto seria calculado tomando-se como base R$44.000,00 e não os R$50.000,00 originais. Esse é um grande incentivo, visto que você deixará de pagar imposto para aplicar em sua própria riqueza.
2) Quais são os custos associados a aplicações em planos de previdência privada?
Quando uma pessoa faz um plano de previdência privada, normalmente ela seleciona um fundo específico, onde será feito a aplicação do dinheiro depositado. Esse fundo, como qualquer outro, possui uma taxa de administração anual pré-definida. É importante levar em conta essa taxa, já que diferenças de 0,5% em 20, 30 anos, geram grandes diferenças de patrimônio. Outra coisa a ser levado em conta é a taxa de carregamento. Essa taxa é cobrada no momento em que o dinheiro é aplicado. Normalmente ela varia em relação ao volume aplicado (quanto maior a quantia aplicada, menor a taxa de carregamento). Para aqueles que pretendem colocar um pouco por mês, é importante saber qual é a política da instituição financeira com relação aos aportes.
3) O que é melhor, aplicação em fundo misto ou fundo baseado apenas em renda fixa?
Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Se você quer ser extremamente conservador, opte por algum fundo de renda fixa. O rendimento tende a ser menor, mas você evita ter perdas no patrimônio. Como a taxa de juros da economia vem caindo, as instituições financeiras começaram a disponibilizar fundos mistos, que aplicam uma parcela do dinheiro em renda fixa e outra parcela em renda variável. Esses são fundos mais arrojados e arriscados, mas tendem a ter uma taxa de rentabilidade maior ao longo do tempo.
Conclusão
Ter hoje um plano de previdência privada é estar preparado para o futuro, garantindo mais conforto e segurança para você e sua família. Além disso, os benefícios fiscais são interessantes e valem a pena para as pessoas que fazem a declaração completa de imposto de renda.
A previdência privada foi criada exatamente com o intuito de fornecer a possibilidade para as pessoas complementarem a renda fornecida pela seguridade social, permitindo assim um fim de vida mais digno e prazeroso. Entretanto, existem algumas dúvidas entre as pessoas sobre essa forma de acúmulo de recursos. Abaixo estão algumas perguntas comuns que tem relação com esse tema:
1) Não é mais vantajoso investir em fundos de renda fixa ao invés de entrar num plano de previdência privada, quando o investimento é de longo prazo?
Essa é uma pergunta bem comum. A resposta, na grande maioria das vezes, é não. Isso se deve por dois fatores principais. Primeiramente, existe um benefício fiscal associado diretamente com os planos de previdência privada. A cobrança de imposto de renda é feita apenas na retirada dos recursos. Isso faz com que o dinheiro aplicado possa render por mais tempo, aumentando a riqueza gerada. Num fundo de renda fixa, a cobrança de imposto de renda é feita a cada 6 meses, o que vai prejudicando a rentabilidade de longo prazo para esse tipo de aplicação. O segundo fator, que se aplica apenas para os planos do tipo PGBL, é a possibilidade de dedução de até 12% da sua renda anual para se investir num plano de previdência privada. Ou seja, se você ganhou R$50.000,00 em um ano, você obteria o maior benefício aplicando R$6.000,00 em previdência privada nesse ano. Caso fizesse isso, seu imposto seria calculado tomando-se como base R$44.000,00 e não os R$50.000,00 originais. Esse é um grande incentivo, visto que você deixará de pagar imposto para aplicar em sua própria riqueza.
2) Quais são os custos associados a aplicações em planos de previdência privada?
Quando uma pessoa faz um plano de previdência privada, normalmente ela seleciona um fundo específico, onde será feito a aplicação do dinheiro depositado. Esse fundo, como qualquer outro, possui uma taxa de administração anual pré-definida. É importante levar em conta essa taxa, já que diferenças de 0,5% em 20, 30 anos, geram grandes diferenças de patrimônio. Outra coisa a ser levado em conta é a taxa de carregamento. Essa taxa é cobrada no momento em que o dinheiro é aplicado. Normalmente ela varia em relação ao volume aplicado (quanto maior a quantia aplicada, menor a taxa de carregamento). Para aqueles que pretendem colocar um pouco por mês, é importante saber qual é a política da instituição financeira com relação aos aportes.
3) O que é melhor, aplicação em fundo misto ou fundo baseado apenas em renda fixa?
Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Se você quer ser extremamente conservador, opte por algum fundo de renda fixa. O rendimento tende a ser menor, mas você evita ter perdas no patrimônio. Como a taxa de juros da economia vem caindo, as instituições financeiras começaram a disponibilizar fundos mistos, que aplicam uma parcela do dinheiro em renda fixa e outra parcela em renda variável. Esses são fundos mais arrojados e arriscados, mas tendem a ter uma taxa de rentabilidade maior ao longo do tempo.
Conclusão
Ter hoje um plano de previdência privada é estar preparado para o futuro, garantindo mais conforto e segurança para você e sua família. Além disso, os benefícios fiscais são interessantes e valem a pena para as pessoas que fazem a declaração completa de imposto de renda.
Tesouro Direto: Títulos indexados à inflação e à Selic
Concluindo a série sobre investimento através do tesouro direto vamos dar uma olhada melhor nos títulos indexados à índices de inflação (IPCA, IGP-M) e também aos títulos indexados à taxa básica da economia, a SELIC.
1) Títulos indexados ao IPCA
Atualmente, o Tesouro disponibiliza apenas títulos indexados pelo IPCA. Devido ao baixo interesse, os títulos indexados pelo IGP-M não estão mais disponíveis para compra. Os títulos indexados pelo IPCA possuem a sigla NTN-B (Nota do Tesouro Nacional tipo B). Existem dois tipos de NTN-B.
a) NTN-B
Este é o NTN-B normal, em que a cada período de 6 meses o Tesouro paga juros definidos no momento da compra. Eles seguem o mesmo padrão da NTN-F (ver post anterior para mais detalhes). A atualização monetária é feita em cima do valor do título e é paga no momento do resgate.
b) NTN-B principal
Nesta modalidade de NTN-B, os juros e o valor aplicado e corrigido pelo IPCA são pagos apenas no momento do resgate. Esse título é bom para aqueles que não querem ficar reinvestindo o dinheiro a cada 6 meses, como no caso da NTN-B normal.
2-) Títulos indexados à taxa SELIC
Os títulos indexados à taxa SELIC são denominados de LFT (Letras Financeiras do Tesouro). Esses títulos costumam ter valores maiores, aumentando o valor mínimo necessário para investir neles. As LFT's ganham valor através do tempo pela correção baseada na taxa Selic do momento. Por ser indexado a uma taxa pos-fixada, esses títulos garantem certa proteção contra possíveis mudanças no cenário econômico, servindo de refúgio em tempos de riscos elevados. O pagamento se dá através da diferença do valor pago na compra e do valor recebido na venda. Esses títulos nunca possuem rendimento negativo.
Agora cabe ao leitor decidir qual é a opção que mais se adapta à sua conta corrente e ao seu estilo. Minhas dicas são para investir em LTN's caso o investimento seja de curto prazo, e investir em NTN-B ou NTN-F caso o investimento seja de longo prazo, ou caso se queira formar uma poupança para aposentadoria. Os juros brasileiros ainda são muito altos e atrativos comparando-se com o resto do mundo.
1) Títulos indexados ao IPCA
Atualmente, o Tesouro disponibiliza apenas títulos indexados pelo IPCA. Devido ao baixo interesse, os títulos indexados pelo IGP-M não estão mais disponíveis para compra. Os títulos indexados pelo IPCA possuem a sigla NTN-B (Nota do Tesouro Nacional tipo B). Existem dois tipos de NTN-B.
a) NTN-B
Este é o NTN-B normal, em que a cada período de 6 meses o Tesouro paga juros definidos no momento da compra. Eles seguem o mesmo padrão da NTN-F (ver post anterior para mais detalhes). A atualização monetária é feita em cima do valor do título e é paga no momento do resgate.
b) NTN-B principal
Nesta modalidade de NTN-B, os juros e o valor aplicado e corrigido pelo IPCA são pagos apenas no momento do resgate. Esse título é bom para aqueles que não querem ficar reinvestindo o dinheiro a cada 6 meses, como no caso da NTN-B normal.
2-) Títulos indexados à taxa SELIC
Os títulos indexados à taxa SELIC são denominados de LFT (Letras Financeiras do Tesouro). Esses títulos costumam ter valores maiores, aumentando o valor mínimo necessário para investir neles. As LFT's ganham valor através do tempo pela correção baseada na taxa Selic do momento. Por ser indexado a uma taxa pos-fixada, esses títulos garantem certa proteção contra possíveis mudanças no cenário econômico, servindo de refúgio em tempos de riscos elevados. O pagamento se dá através da diferença do valor pago na compra e do valor recebido na venda. Esses títulos nunca possuem rendimento negativo.
Agora cabe ao leitor decidir qual é a opção que mais se adapta à sua conta corrente e ao seu estilo. Minhas dicas são para investir em LTN's caso o investimento seja de curto prazo, e investir em NTN-B ou NTN-F caso o investimento seja de longo prazo, ou caso se queira formar uma poupança para aposentadoria. Os juros brasileiros ainda são muito altos e atrativos comparando-se com o resto do mundo.
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