O Tesouro Direto é para mim?

Com a redução da taxa de juros no último ano e meio, os fundos de renda fixa passaram a render muito pouco perto do que rendiam a 3 anos atrás. Essa redução forte de rendimento começa a instigar os investidores a buscarem outras formas de investimentos que lhes proporcionem uma maior remuneração do capital aplicado.

Há alguns anos atrás, o Governo Federal criou o Tesouro Direto. Seu intuito é permitir aos pequenos investidores a possibilidade de comprar e vender títulos da dívida pública, com baixo custo e baixo valor mínimo para a aplicação de recursos. Para o investidor mais conservador, que não quer se arriscar na Bolsa de Valores, o Tesouro Direto é uma ótima opção. Digo isso porque, ao contrário dos fundos de investimentos de renda fixa dos bancos, que possuem taxas de administração entre 3% e 4% ao ano, ao aplicar em títulos obtidos através do Tesouro Direto, as taxas de administração dos bancos variam de 0,3% a 1% ao ano. Somando-se a isso a taxa fixa cobrada pela CBLC (Comissão Brasileira de Liquidação e Custódia) de 0,4% ao ano, temos uma taxa total que não ultrapassa os 1,4% ao ano.

Essa diferença torna os títulos do Tesouro Direto muito atraentes para os investidores de médio e longo prazos, já que o rendimento real obtido pelo investidor é muito maior em comparação a um fundo de renda fixa comum.

E quais são as diferenças entre os fundos e o investimento direto em títulos públicos?
1-) Liquidez
- Num fundo de investimento é possível aplicar o dinheiro e retirá-lo já no dia seguinte, caso necessário.
- Para os títulos do tesouro, o investidor pode efetuar a compra em qualquer dia útil, porém só pode vendê-los nas quartas-feiras (dia em que o Tesouro Nacional faz recompra dos títulos para dar maior liquidez ao mercado).

2-) Rendimento
- Num fundo de investimento de renda fixa, o valor aplicado nunca diminui.
- Nos títulos públicos, o preço dos títulos varia de acordo com a procura do mercado. É recomendável aplicar em títulos públicos se você está pensando a médio e longo prazos (pelo menos 1 ano de aplicação sem mexer no dinheiro)

3-) Taxas
- Fundos de investimento costumam cobrar de 3% a 4% ao ano
- Para o Tesouro Direto, as taxas cobradas ao ano ficam entre 0,7% e 1,4%. (consulte seu banco para saber o quanto ele cobra)

4-) Opções de escolha do investimento
- Nos fundos de investimento a administração é feita pelo banco e o investidor não pode escolher os títulos que compõem o fundo.
- Para o Tesouro Direto, existem vários títulos disponíveis para compra: pré-fixados, pós-fixados e pré-fixados com remuneração atrelada a inflação.

5-) Valor mínimo de investimento
- Nos fundos de investimento, o valor mínimo para se investir costuma ser de R$100,00
- No Tesouro Direto esse valor é um pouco maior. O investidor tem que comprar no mínimo 0,2 de um título, o que fica entre R$190,00 e R$300,00 dependendo do tipo do título.

Caso queira saber mais, acesse http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto .

No próximo post explicarei melhor os tipos de títulos existentes para compra, e quais são suas desvantagens e vantagens.

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá! Também fiz um post sobre o tesouro direto. Fiz um link nele para o seu post. Abraços

http://comocomprarmeias.marcocarvalho.com/index.php/2007/07/11/o-que-sao-titulos-do-tesouro-nacional/