Previdência privada é algo hoje de grande importância para a manutenção do poder aquisitivo ao se atingir a aposentadoria. A renda provida pela seguridade social (estamos falando aqui do INSS) não é mais capaz de fornecer ao seu segurado uma renda que lhe dê meios de ter uma fim de vida digno. Paga-se caro e recebe-se pouco.
A previdência privada foi criada exatamente com o intuito de fornecer a possibilidade para as pessoas complementarem a renda fornecida pela seguridade social, permitindo assim um fim de vida mais digno e prazeroso. Entretanto, existem algumas dúvidas entre as pessoas sobre essa forma de acúmulo de recursos. Abaixo estão algumas perguntas comuns que tem relação com esse tema:
1) Não é mais vantajoso investir em fundos de renda fixa ao invés de entrar num plano de previdência privada, quando o investimento é de longo prazo?
Essa é uma pergunta bem comum. A resposta, na grande maioria das vezes, é não. Isso se deve por dois fatores principais. Primeiramente, existe um benefício fiscal associado diretamente com os planos de previdência privada. A cobrança de imposto de renda é feita apenas na retirada dos recursos. Isso faz com que o dinheiro aplicado possa render por mais tempo, aumentando a riqueza gerada. Num fundo de renda fixa, a cobrança de imposto de renda é feita a cada 6 meses, o que vai prejudicando a rentabilidade de longo prazo para esse tipo de aplicação. O segundo fator, que se aplica apenas para os planos do tipo PGBL, é a possibilidade de dedução de até 12% da sua renda anual para se investir num plano de previdência privada. Ou seja, se você ganhou R$50.000,00 em um ano, você obteria o maior benefício aplicando R$6.000,00 em previdência privada nesse ano. Caso fizesse isso, seu imposto seria calculado tomando-se como base R$44.000,00 e não os R$50.000,00 originais. Esse é um grande incentivo, visto que você deixará de pagar imposto para aplicar em sua própria riqueza.
2) Quais são os custos associados a aplicações em planos de previdência privada?
Quando uma pessoa faz um plano de previdência privada, normalmente ela seleciona um fundo específico, onde será feito a aplicação do dinheiro depositado. Esse fundo, como qualquer outro, possui uma taxa de administração anual pré-definida. É importante levar em conta essa taxa, já que diferenças de 0,5% em 20, 30 anos, geram grandes diferenças de patrimônio. Outra coisa a ser levado em conta é a taxa de carregamento. Essa taxa é cobrada no momento em que o dinheiro é aplicado. Normalmente ela varia em relação ao volume aplicado (quanto maior a quantia aplicada, menor a taxa de carregamento). Para aqueles que pretendem colocar um pouco por mês, é importante saber qual é a política da instituição financeira com relação aos aportes.
3) O que é melhor, aplicação em fundo misto ou fundo baseado apenas em renda fixa?
Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Se você quer ser extremamente conservador, opte por algum fundo de renda fixa. O rendimento tende a ser menor, mas você evita ter perdas no patrimônio. Como a taxa de juros da economia vem caindo, as instituições financeiras começaram a disponibilizar fundos mistos, que aplicam uma parcela do dinheiro em renda fixa e outra parcela em renda variável. Esses são fundos mais arrojados e arriscados, mas tendem a ter uma taxa de rentabilidade maior ao longo do tempo.
Conclusão
Ter hoje um plano de previdência privada é estar preparado para o futuro, garantindo mais conforto e segurança para você e sua família. Além disso, os benefícios fiscais são interessantes e valem a pena para as pessoas que fazem a declaração completa de imposto de renda.
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